Segurança colaborativa e evolução tecnológica impulsionam medidas para tornar as cidades brasileiras menos violentas

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Por Flávio Losano

Não é novidade para ninguém que a segurança pública é uma das principais preocupações dos brasileiros. Seja nas grandes ou nas pequenas cidades, o cidadão quer e exige soluções que tornem sua vida mais segura e tranquila. Embora os governantes busquem alternativas para conter a onda de violência urbana, a sensação de insegurança continua atormentando a todos – e estimulando que os próprios cidadãos desenvolvam técnicas para proteger suas comunidades e bairros.

Os dados sobre segurança no Brasil são preocupantes. Apenas em 2017, foram 63.880 mortes violentas e mais de 60 mil estupros no país, de acordo com dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2018. Mesmo com investimentos que somam de R$ 84,7 bilhões na área, praticamente R$ 408 por cidadão, a situação continua crítica. Com pouca eficácia, não surpreende que sete em cada dez brasileiros acreditam que a segurança pública piorou nos últimos anos, indica pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, encomendada pela Gazeta do Povo.

Cansada de esperar medidas práticas do poder público, a própria população resolveu se mexer par tentar reduzir os índices de criminalidade. O conceito de segurança colaborativa ganhou corpo nos últimos anos graças à evolução tecnológica e permitiu que as pessoas se unissem em prol deste objetivo comum. Por meio desta iniciativa, os moradores formam pequenos grupos que conseguem proteger grande parte ou até mesmo a totalidade das cidades.

A colaboração entre vizinhos não chega a ser novidade. A própria polícia tem recomendado que moradores de uma mesma rua conversem entre si e comuniquem quando algo extrapole a rotina da região. Contudo, a popularização das câmeras de vigilância fez com que muitas casas apostassem no vídeo monitoramento como forma de segurança – e essas imagens passaram a ser fundamentais para a solução de crimes. Com a presença das câmeras, as cidades identificaram um potencial enorme para melhorar a segurança pública como um todo. Projetos como o City Câmera, em São Paulo, são exemplos disso.

A mobilização de pessoas e a utilização de tecnologia permitem uma inclusão maior do cidadão no debate sobre sua cidade e disponibilizam mais dados e informações ao poder público – permitindo que novas medidas preventivas de combate ao crime sejam adotadas no futuro. Mesmo assim, há questões que precisam ser resolvidas. A participação da população precisa seguir regras claras, de forma que não resulte em mais custos para o contribuinte e prejudique ou interfira no direito à privacidade.

Nos últimos anos a revolução tecnológica remodelou a forma como as pessoas lidam com as questões que envolvem o seu dia a dia. Temas como economia compartilhada ganharam espaço na sociedade e os cidadãos entraram de vez no espaço público, pensando em alternativas práticas para problemas reais de suas comunidades. A segurança compartilhada é o exemplo real de como a união entre as pessoas realmente faz a diferença.

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Flávio Losano é gerente de Marketing da Tecvoz, empresa de tecnologia referência no mercado de Circuito Fechado de TV (CFTV). www.tecvoz.com.br/website

Esta matéria foi replicada do site www.revistasegurancaeletronica.com.br

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